A oposição angolana não está satisfeita com a forma como a contagem dos votos das últimas eleições foi feita. Depois da UNITA levantar questões sobre o trabalho da Comissão Nacional Eleitoral é a vez da coligação CASA-CE anunciar que vai impugnar, judicialmente, os resultados apresentados pelo organismo.
A Convergência Ampla de Salvação de Angola expressou esta intenção ontem, em conferência de imprensa do seu vice-presidente, André Mendes de Carvalho. O responsável adiantou que, para além da forma "ilegal" como decorreu o apuramento dos resultados provisórios, a formação critica "o modo como esse processo provisório foi conduzido", pelo que decidiu "intentar uma ação contra a CNE junto das instâncias judiciais".
O dirigente afirmava ter informação de que as províncias do Cuando Cubango, Cunene, Luanda, Lunda Norte, Lunda Sul, Malanje e Moxico não iniciaram, ainda, a contagem de votos. Já em Benguela e Cabinda foi suspensa pelos órgãos eleitorais locais, diz a mesma fonte, por "em Benquela se pretender escrutinar apenas os votos brancos e nulos e em Cabinda se pretender um escrutínio com base em atas síntese, em violação flagrante da lei em ambos os casos".
No sábado a UNITA tinha já afirmado não reconhecer validade aos resultados, provisórios, anunciados pela CNE estando ambas as formações a fazer uma contagem paralela dos votos.
A CNE dá vitória ao MPLA, formação há 40 anos no governo, com mais de 60 por cento dos votos.






