O Tribunal Constitucional angolano chumbou o recurso interposto pelo Partido de Renovação Social. O PRS queixava-se de alegadas irregularidades na votação e contagem de votos nas eleições gerais de 23 de agosto. A formação política, a quarta mais votada no escrutínio, afirma que, de acordo com a sua contagem de votos paralela, teria direito a um mandato nos círculos eleitorais da Lunda Norte e Lunda Sul.
A Alta Instância considerou, e lê-se no acórdão, que o recorrente não apresentou uma queixa específica, mas generalizada, não fazendo um "pedido de anulação da votação em mesa ou assembleia de voto ou de qualquer ato de apuramento provisório ou definitivo", lê-se no documento divulgado ontem.
O PRS obteve, segundo dados oficiais, 92.222 votos, ou seja 1,35%, o que representa dois assentos no Parlamento.
Mas o PRS não foi o único partido a contestar os resultados. Os dirigentes de quatro formações, entre elas a UNITA e a CASA-CE, abriram guerra à Comissão Nacional Eleitoral, considerando que os resultados apresentados não correspondem ao dados que os próprios apuraram, paralelamente.
De acordo com a Comissão Nacional Eleitoral, João Lourenço, o candidato do MPLA, venceu o escrutínio com 61% dos votos.






