Uma delegação do Fundo Monetário Internacional encontra-se em Luanda para fazer a radiografia da situação macroeconómica do país. A deslocação visa também o reforço da cooperação entre a organização e aquele território.
A missão, que vai manter-se na antiga colónia portuguesa até 15 de Novembro, tem reuniões marcadas com as autoridades económicas e empresariais angolanas. A primeira vai ter lugar, já hoje, no Ministério das Finanças.
Os funcionários do organismo internacional esperam encontrar-se, também, com o corpo diplomático acreditado em angola e organizações da sociedade civil.
A equipa do FMI pretende analisar vários dossiês. Entre estes encontram-se sustentabilidade da dívida pública, a solidez do sistema financeiro, as contas externas do país, bem como ambiente de negócios, a diversificação da economia e a política fiscal.
Esta presença antecede a visita de uma outra equipa do FMI, prevista para Janeiro, de vigilância, consulta e monitorização da economia de Angola, como é habitual.
Antes da deslocação o Ministro das Finanças chamou a atenção para o “quadro macroeconómico difícil”, resultado da baixa dos preços do petróleo, alertando que a consolidação orçamental vai obrigar sacrifícios.
As receitas fiscais de Angola registaram, entre 2013 e 2016, a queda acumulada de 40, por cento. No mesmo período a taxa de crescimento do Produto Interno Bruto passou de quase sete para pouco mais de zero.
A situação obrigou a cortes de perto de 30 por cento na despesa do Estado.
É este quadro que a delegação do FMI vai esmiuçar durante a estada de 190 dias em Angola.






