Foram atribuídos os prémios angolanos de Cultura e Artes 2017, promovidos, anualmente, pelo ministério da Cultura.
Na categoria de teatro o vencedor foi o grupo Protevida, pelo trabalho que tem vindo a desenvolver ao longo dos anos. No que diz respeito à literatura, o galardoado foi o escritor António Fonseca, pelo conjunto da sua obra.
Carlos Lamarte, músico e compositor angolano, venceu o prémio na categoria de música. O júri valorizou as suas composições e interpretações que valorizam o universo contemporâneo da música angolana.
A Companhia de Dança Contemporânea de Angola venceu na categoria de Dança, já na de cinema e audiovisual o vencedor foi o realizador Abel Couto, uma distinção pelos seus quarenta anos de trabalho.
Os organizadores das festas da Nossa Senhora do Monte (Huíla) receberam o galardão na categoria de festividades culturais populares. Uma escolha que o júri justifica com os mais de 100 anos de existência destas festas e pelo facto de se terem incorporado nelas importantes elementos da cultura local.
Na categoria de jornalismo cultural a vencedora foi a apresentadora dos programas Reencontrar África e Afrikiya, Maria Luísa Fançony, pela qualidade dos mesmos e divulgação da cultura angolana e africana.
A título póstumo foi distinguido o historiador Emmanuel Esteves com o prémio para a investigação em ciências humanas e sociais. Investigador consagrado, professor de história, o júri considerou de relevo os trabalhos que este desenvolveu sobre a história do caminho-de-ferro de Benguela e seu impacto económico, social e cultural e sobre as questões relativas ao inventário de bens patrimoniais e móveis. Foi este historiador que apresentou o projecto Mbanza Kongo: cidade a desenterrar para preservar, localidade considerada, entretanto, Património Cultural da Humanidade, pela UNESCO. O seu trabalho ajudou a que se atingisse este objetivo.
As categorias de jornalismo cultural e festividades culturais populares foram atribuídas, pela primeira vez, este ano. Os galardões visam "incentivar a criação artística e cultural, bem como a investigação científica no domínio das ciências humanas e sociais", lê-se na página de Facebook do ministério da Cultura angolano.
(Foto: Ministerio da Cultura Angola)







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