O inventário integra cerca de 150 géneros de seres vivos em vias de desaparecerem, vulneráveis ou invasores, nomeadamente, mamíferos, répteis, peixes e plantas. Três já não podem ser encontradas no território angolano. São eles o pinguim do cabo, o rinoceronte preto e a hiena castanha. No mesmo sentido vão outros 30 e 100 estão no âmbito dos vulneráveis. O rol inclui também 18 invasores.
A lista foi elaborada pelas autoridades angolanas em conformidade com as Convenções sobre o Comércio Internacional da Fauna e Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção e Diversidade Biológica
Para a Ministra do Ambiente o documento é um “marco importante na conservação da biodiversidade” em Angola. Paula Coelho justifica que a lista permite a tomada de medidas para “inverter a situação das espécies cuja sobrevivência está ameaçada.
A governante apela ao consenso para que “haja, no futuro breve, uma Lei sobre a Genética”.
A Directora do Centro de Botânica da Universidade Agostinho Neto, presente na cerimónia de lançamento da Lista Vermelha, considera que a caça furtiva e outras práticas menos amigas do ambiente “devem ser desencorajadas e punidas por lei”. Para Esperança o inventário “é fundamental, porque alerta à conservação da biodiversidade” no país, bem como “para uma melhor gestão” das “espécies que constam da lista”, constituindo “uma ferramenta fundamental sobre a gestão do ecossistema onde essas espécies se encontram”.






