Os Chefes de Estado de Angola e de Moçambique estão entre os participantes de 15 países que vão discutir, entre outros, temas como o desenvolvimento e os conflitos na Região.
Em matéria de desentendimentos vão merecer particular atenção a violência na República Democrática no Congo e a instabilidade política no Zimbabué.
No campo do progresso, a abordagem dos Chefes de Estado e de Governo vai centrar-se nas relações económicas e comerciais na zona, na dinamização das infra-estruturas, bem como na problemática do emprego jovem.
Outro dos temas candentes da reunião é a seca que afecta a Região, e que tem particular incidência em Moçambique, Lesoto, Malaui, Namíbia e no Zimbabué.
Angola vai apresentar duas propostas, a primeira recomendando a criação do Parlamento Regional da África Austral, órgão que as autoridades de Luanda pretendem que substitua o Fórum Parlamentar da Comunidade. A segunda aponta para a inclusão da data de 23 de Março como Dia de Libertação de África, altura em que ocorreu a maior batalha entre as Forças do MPLA e da UNITA. Na sequência do combate, sul-africanos e cubanos chegaram a um entendimento para a retirada das suas tropas de Angola, e foram assinados, em Nova Iorque, os acordos que levaram à independência da Namíbia e ao fim do regime de segregação racial na África do Sul.
Durante a Cimeira, a África do Sul vai passar a Presidência da Comunidade à Namíbia.






