Uma missão do Fundo Monetário Internacional inicia, a 01 de Junho, em Luanda, reuniões para negociar o Programa de Financiamento, solicitado pelo Governo angolano, para responder à crise que se instalou no país, há dois anos, com a quebra dos preços do petróleo. As negociações, com o executivo de Luanda, deverão terminar apenas a 14 de Junho.
Com este empréstimo, Angola pretende diversificar a economia e, por consequência, as fontes de receita do Estado angolano, que se encontra muito dependente do retorno das vendas de petróleo.
A ajuda será direccionada – de acordo com o Governo angolano – para reformas estruturais visando diversificar a economia, reforçar a balança de pagamentos e tendo como objectivo final o fortalecimento dos pilares de sustentabilidade da economia angolana, isto é, maximizar o potencial dos sectores das minas, agricultura, pescas e turismo, para gerar mais renda fiscal.
Angola enfrenta uma crise financeira e económica com a forte quebra (50%) das receitas com a exportação de petróleo, devido à redução da cotação internacional do barril de crude, tendo em curso várias medidas de austeridade.
Dada a situação, o Governo solicitou ao FMI, em Abril, um programa de assistência financeira para os próximos três anos. Os termos da ajuda foram debatidos nas reuniões de primavera, em Washington, e deveriam prosseguir, em Maio, durante a visita de uma delegação do organismo, que agora foi adiada para Junho.
Além desta missão do FMI, uma outra, de carácter regular, vai realizar de 18 a 31 de Maio uma avaliação do quadro fiscal angolano.
O programa poderá envolver um apoio financeiro próximo dos cinco mil milhões de dólares (4,4 mil milhões de euros).
Este empréstimo junta-se a outro, no valor de 693 milhões de dólares que Angola ainda está a pagar ao FMI.






