O pedido foi feito pelo Presidente angolano ao seu homólogo chinês. João Lourenço termina, hoje, uma visita de dois dias a Pequim. O Chefe de Estado de Angola considera de “extrema importância” o reatamento do órgão orientador da cooperação económica e comercial entre os dois países, dado que permite o “acompanhamento efectivo” dos projectos financiados pela China.
O Presidente angolano deslocou-se à China para obter financiamentos para infra-estruturas classificadas, pelas autoridades de Luanda, como essenciais para o desenvolvimento daquele território lusófono.
João Lourenço conseguiu dois mil milhões de dólares, de um bolo estimado, inicialmente, em 17 mil milhões de dólares, destinado à implementação das reformas económicas em curso no país, bem como à construção de estradas, vias férreas, hospitais e escolas e redes de abastecimento de água e energia eléctrica.
Na lista encontram-se a segunda fase do Centro Integrado de Segurança Pública, o novo Centro de Convenções e Hotel, bem como o sistema de abastecimento de água a Luanda, o aproveitamento hidroeléctrico do Zenza, a ligação de média e alta tensão do Huambo, Huíla e Namibe.
No campo da mobilidade estão a requalificação do troço ferroviário do Zenza-Cacuso, a construção da linha Luacano-Jimbe, de ligação do Caminho-de-Ferro de Benguela à Zâmbia, bem como o programa de reabilitação de rodovias.
Do rol de prioridades constam também centrais de produção de energia eléctrica a partir de resíduos sólidos e a Base Naval da Marinha de Guerra.






