As autoridades da República Democrática do Congo estão a investigar a alegada violência contra congoleses em território angolano. A informação de que Angola estaria a obrigar estrangeiros a saírem do país tinha sido avançada ontem pelo Jornal da Lusofonia. Agora sabe-se que se tratará, na sua grande maioria de cidadãos da RDC, fala-se em 200 mil. Forçados a deixar o país Lusófono, onde se encontravam refugiados, falam de maus tratos graves, e mesmo de assassinatos, cometidos por agentes da Polícia Nacional de Angola. Uma ação que estará ligada à extracção ilegal de diamantes. Os incidentes mais graves terão ocorrido na cidade de Lucapa, Luanda Norte.
Foram já enviados para a fronteira entre os dois países investigadores congoleses, pelo ministério do Interior e da Segurança, para averiguar o que se está a passar neste local. Uma organização não governamental congolesa, a Associação para o Acesso à Justiça pede ao governo de Angola, através da Embaixada em Kinshasa, que investigue, ele também, o sucedido, pede que se respeitem os Direitos Humanos e se protejam crianças e mulheres.
Angola lançou uma operação contra a emigração clandestina que estará na origem do regresso de mais de 200 mil estrangeiros os seus países. Ao contrário da informação que está a ser veiculada pelos refugiados as autoridades angolanas falam em partidas voluntárias.
São os conflitos étnicos e políticos, que se registam nas províncias congolesas de Kassai e Kassai Central, que estão a levar milhares de congoleses a fugirem do seu país. Angola é um dos Estados em que se refugiam.






