O principal partido da oposição defende essa verificação técnica, para se saber os seus valores exactos. A força política entende que esta metodologia permitiria redefinir os termos da “renegociação que se impõe” da dívida.
Entre as suas intenções está o não pagamento aos credores “foram coniventes nos desvios e mau uso” do dinheiro do Estado, “ao longo dos anos”.
Para tal, o Presidente da Unita propõe ao Chefe de Estado que, “em nome da transparência e da defesa do interesse nacional”, viabilize a criação de Comissão Mista Nacional, integrada por peritos indicados pelo Governo e pelo Parlamento.
Elias Samakuva – na “réplica” ao discurso sobre o estado da Nação, efectuado por João Lourenço – criticou o aumento da dívida no primeiro ano da governação do sucessor de José Eduardo dos Santos e exigiu mais transparência.
Não obstante, o partido do Galo dá ao Presidente angolano “o benefício da dúvida”, o mesmo não fazendo relativamente ao seu antecessor, pretendendo saber quem ficou com os empréstimos chineses.
Aquela formação reconhece que a governação anterior fugiu das exigências da Banca Ocidental, tendo recorrido à China para escapar a esses requisitos de transparência, quando pretendia novos financiamentos. E conclui que, agora são os chineses a reconhecer “os desvios e a corrupção”.






