O Banco de Angola anunciou a decisão de alargar a gestão pública, por mais três meses, devido à situação patrimonial por falta dos níveis de liquidez e solvabilidade adequados e regulamentares.

O Estado está no BANC, desde finais de Junho, como resultado das dificuldades financeiras que aquela empresa privada atravessava, após se terem gorado tentativas para aumentar o seu capital através da intervenção de investidores internos e externos.

O processo arrastava-se há vários anos, ao mesmo tempo que a situação da empresa se ia agudizando.

Aquando da intervenção, o Banco de Angola deliberou “a adopção de medidas de saneamento na instituição, a suspensão da sua Administração e a nomeação de gestores provisórios. A intervenção foi, então, limitada a seis meses.

Em 2016, segundo o ultimo relatório e contas conhecido, contava com mais de 33 mil clientes tem quase 30 por cento do crédito concedido em situação de vencido.

Na altura a maioria do capital do Banco Angolano de Negócios e Comércio, mais de 80 por cento, encontrava-se nas mãos de Kundi Paihama, um dos Generais emblemáticos de Angola, antigo Ministro da Defesa e Governador da Província do Cunene.

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