A Procuradoria-Geral daquela República já tem conhecimento do mandado, mas a Constituição do país veda a extradição, para países terceiros, de cidadãos angolanos. Neste contexto, o ministério público abriu um inquérito e encetou diligência com as autoridades judiciais da Namíbia.

Victória de Barros Neto é suspeita de envolvimento num processo de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais tornado público por consórcio de jornalistas de investigação.

De acordo com profissionais da parceria, o Acordo de Pescas – entre os Governos de Angola e da Namíbia – gerou luvas superiores a 27 milhões de euros. A verba contemplaria a venda das quotas de pescas, atribuídas pelo convénio a duas empresas namibianas e a uma angolana, a uma companhia alimentar islandesa.

Os lucros das vendas – crêem os investigadores da Comissão Anti-corrupção da Namíbia – eram depositados em paraísos fiscais e depois transferidos para empresas de familiares dos envolvidos, assim como por testas de ferro daqueles.

O Esquema envolveria a antiga Ministra das Pescas de Angola e dois governantes da Namíbia, constituídos naquele país.

O consórcio de jornalistas que investigou e publicou o caso envolve a WikiLeaks,  a Televisão Pública da Islândia, o Jornal Studian, do mesmo país, a Al Jazeera e o diário The Namibian.

Entre os beneficiários das comissões ilegais está – segundo os investigadores – um dos filhos da ex-ministra angolana.  João de Barros terá persuadido a mãe a tirar proveito do acordo de pescas envolvendo os Estados de Angola  e da Namíbia.

Victória de Barros Neto é deputada no Parlamento angolano, em representação do MPLA.

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