A Câmara dos Deputados brasileira não permitiu que se prossiga com a segunda denúncia contra Michel Temer, ainda que, desta vez, não tenha sido uma vitória fácil para o Presidente brasileiro, 251 deputados votaram a favor de Temer e 233 contra, houve duas abstenções e 25 ausências. Na primeira denúncia contra o chefe de Estado, a vitória tinha sido mais larga, 263 contra 227.
Caem assim por terra os esforços da Procuradoria-Geral da República de levar Temer a ser julgado por obstrução à Justiça e organização criminosa. O Presidente pode respirar de alívio, pelo menos até ao final do seu mandato, altura em que a Procuradoria-geral pode "voltar à carga".
Este resultado, favorável a Temer, mas de forma pouca expressiva, pode ser um indicador de que o chefe de Estado vai ter dificuldade em conseguir o apoio de que necessita para a aprovação da reforma da Previdência, ambiciosa e polémica, 308 deputados, para conseguir levá-la ao Senado onde precisará do aval de 49 dos 81 senadores. Se a lei passar a Câmara dos Deputados, espera-se que até março do próximo ano o impasse esteja resolvido.
Entre o sim e o não da Câmara dos Deputados o Presidente foi internado no hospital do Exército, em Brasília, com um problema urinário:
"O presidente Michel Temer teve desconforto no fim da manhã de hoje e foi consultado no departamento médico do Palácio do Planalto. O médico de plantão constatou uma obstrução urológica e recomendou que fosse avaliado no Hospital do Exército, onde se encontra para realização de exame e devido tratamento", lê-se em comunicado publicado pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República, nas redes sociais. Cerca das 20h, hora local, o chefe de Estado regressava a casa.
(Foto: @palaciodoplanalto - Temer com o Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres)







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