Segundo a polícia há 44 desaparecidos. Esta é apenas uma estimativa dado que as autoridades não têm indicação precisa de quem se encontrava no edifício na altura dos sinistros.Das 150 famílias que presumivelmente ocupavam o edifício, 118 já foram identificadas pela polícia.
O imóvel, localizado no Largo do Paissandu, no centro da cidade, servia de abrigo a mais de 300 pessoas carenciadas.
Denominado - Wilton Paes de Almeida – fora inaugurado em 1968, encontrando-se devoluto há nove anos. O prédio, de 27 andares, albergou a Polícia Federal durante 23 anos, bem como uma dependência da Segurança Social brasileira até 2009.
Os Bombeiros prosseguem, no local, as operações de rescaldo, bem como a busca de possíveis sobreviventes. As operações só deverão terminar dentro de cinco a sete dias.
Segundo populares, o fogo deflagrou ao inicio da madrugada de ontem, 1 de Maio, provocado pelo rebentamento de uma botija de gás, no quinto andar do imóvel, tendo-se propagado rapidamente devido à acumulação de materiais combustíveis, como madeira e papelão e à falta de sistemas de prevenção e combate a incêndios. A morfologia da edificação, constituída por amplos espaços abertos, e a ausência de elevadores também ajudaram o veloz alastramento das chamas.
Quando os Bombeiros chegaram ao local o cenário era dantesco.
O desabamento destruiu a igreja luterana que se encontrava ao lado. Do templo, com 108 anos, restam o altar e a torre sineira.
O edifício Wilton Paes de Almeida, considerado um dos marcos arquitetónicos de São Paulo e a maior obra do arquiteto Roger Zmekhol, falecido em 1976, encontrava-se referenciado pelo Conselho Municipal de Preservação do Património Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade.
Devido à sua fachada envidraçada, era conhecido entre os populares por – pele de vidro.
O imóvel esteve para acolher o Instituto de Ciências Jurídicas e, mais tarde, o Centro Cultural do Serviço Social do Comércio, depois de ter ido a leilão, em 2015, por mais de 21 milhões de reais, cerca de seis milhões de euros.







Comentários
Subscreva o RSS dos comentários