Depois de ter acabado com o Ministério da Cultura, Presidente interino do Brasil foi obrigado a recuperar o Ministério da Cultura,

A pasta tinha sido extinta e integrada no Ministério da Educação.

Agora Michel Temer teve de voltar atrás na sequência de vários protestos e de um rol de críticas.

Este volte-face é mesmo assumido pelo Ministro da Cultura no sítio do seu Ministério. José Mendonça Filho escreve que "é um gesto para acalmar os ânimos e concentrarmo-nos num objetivo maior, a cultura brasileira".

Em declarações à Folha de São Paulo, o governante reforçou a ideia de que a fusão dos dois ministérios tinha sido feita para “reduzir” o Governo, mas que, “perante as reações, optou-se por voltar à configuração original".

O processo passou por uma avaliação do Presidente interino que concluiu que "seria melhor recuperar o Ministério da Cultura pelo carácter emblemático que tem a pasta".

José Mendoça e Filho está disponível para trabalhar com o titular da pasta recuperada no sentido de "melhorar projetos e ações entre a educação e a cultura".

O até agora Secretário da Cultura vai ser promovido a Ministro. A posse de Marcel Calero está marcada para segunda-feira, 23 de Maio.

Michel Temer, que assumiu a presidência do Brasil na semana passada, enfrentou várias críticas do mundo da cultura e de diversos setores da sociedade brasileira contra a extinção do Ministério da Cultura.

Músicos manifestaram-se, no Rio de Janeiro, contra o Presidente interino, com uma paródia à abertura da ópera Carmina Burana.

Com "Fora Temer" a servir de refrão, a manifestação em defesa do Ministério da Cultura, sob o tema "Música pela democracia", juntou-se a movimento que ocupa um edifício na cidade dos próximos Jogos Olímpicos, contra a suspensão de Dilma Rousseff.

O impedimento da Presidente eleita está a gerar manifestações de descontentamento também na cultura e com repercussão global.

Em Cannes, durante o Festival que se realiza nesta cidade francesa, a actriz Sónia Braga e outros elementos do elenco do filme "Aquarius" aproveitaram a exposição mediática, para dizer ao mundo que há um "golpe de estado" em curso no Brasil.

Na passadeira vermelha do Festival exibiram cartazes, em inglês e francês, com “Um golpe de estado está a decorrer no Brasil”, “Resistiremos” e “Brasil não é mais uma democracia.

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