São 45, mais 20 do que no ano passado. A situação resulta do fraco nível de manutenção das mesmas. A maioria encontra-se no Norte e Nordeste do território brasileiro, em particular nos Estados do Acre, Alagoas e Bahia.
No entanto, se nada for feito esse número vai aumentar, porque os técnicos detectaram nove mil que caminham a passos largos para a degradação. Segundo relatório da Agência de Águas das mais de 24 mil barragens registadas no Brasil, três mil e 500 estão em situação de risco e cinco mil e 500 em dano potencial.
No ano passado, ocorreram 14 desabamentos de barragens, mas sem vítimas mortais. No entanto, em 2015, o desmoronamento de uma barragem particular, na cidade de Mariana, provocou 19 mortes, desalojou milhares de famílias e destruiu ecossistemas ao logo de 650 quilómetros. O rebentamento da barragem da empresa mineira Samarco originou o maior desastre ambiental registado em solo brasileiro, deixando populações inteiras sem sustendo, devido à poluição originado pelo dacidente.
Das 45 barragens em risco de colapso, 25 são públicas.
No ano passado, o Estado aplicou 34 milhões de reais em operações de manutenção e recuperação daquelas infra-estruturas de contenção e armazenamento de águas superficiais. Os mais de cinco milhões de euros aplicados são o dobro dos aplicados em obras do mesmo tipo, em 2016.






