A decisão decorre do anuncio, do Presidente eleito do Brasil, de condicionar a permanência dos médicos daquele país à aprovação em exames, para revalidar as suas competências. Jair Bolsonaro adiantou a intenção de suspender o pagamento ao Estado cubano e de fazer depender a vinda das famílias daqueles profissionais a autorização individual das autoridades brasileiras.
Como resultado da reacção a estas posições, centenas de médicos do país das Caraíbas começaram a abandonar o Brasil. A operação de repatriamento aéreo dos mais de oito mil médicos só deve estar terminada no final da primeira quinzena de Dezembro. Os primeiros, cerca de 500, aglomeraram-se, no Aeroporto de Brasília, aguardando a chegada do avião da companhia estatal cubana.
A primeira leva vai se recebida, em Havana, pelo Presidente de Cuba.
O país estava envolvido no Programa Mais Médicos, desde há cinco anos, através da Organização Pan-Americana da Saúde.
O projecto, lançado pela Presidente Dilma Rousseff, permitiu dar assistência à população das regiões mais pobres e rurais do Brasil. Metade dos lugares era ocupado por profissionais cubanos.
O Estado cubano pagava aos seus médicos em missão, no Brasil, de cerca de 30 do valor desembolsado pelo Brasil, mantendo os seus salários e postos de trabalho no território.






