De acordo com a Oxfam, no ano passado, o trabalho rendeu aos que mais ganham um aumento de seis por cento, enquanto na outra ponta se registou uma redução de pouco mais de três por cento.
Estes resultados, entre os mais desfavorecidos, decorrem da crise económica, nomeadamente da baixa dos salários e do desemprego. A quebra de vencimentos foi atenuada pelas políticas sociais. Contabilizados esses rendimentos, o decréscimo caiu para 1,6 por cento. A redução verifica-se não obstante a economia brasileira ter registado uma inversão, com um crescimento de um por cento.
Daí que no documento – País estagnado: um retrato das desigualdades brasileiras – se conclua que as crises tendem “a atingir os mais pobres com mais força”, mostrando a importância de o Estado na redução desses impactos.
Segundo o estudo, o Brasil tinha, em 2017, 15 milhões de pobres - que sobrevivem com um vencimento diário de um euro e 75 cêntimos.
É a primeira vez, em 15 anos, que o indicador de desigualdade não regista melhoria.
O Brasil é o nono país do mundo mais desigual, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.






