A redução ou suspensão do financiamento aos estabelecimentos de ensino superior está a preocupar os responsáveis dessas instituições.
Aqueles dirigentes fizeram as contas ao impacto das supressões e concluíram que vai faltar dinheiro para pagar água, luz, limpeza e segurança. Segundo as suas estimativas também vão ficar sem capacidade para manter em funcionamento as cantinas e apoiar os estudantes carenciados.
O bloqueio de recursos impede também a realização de obras, bem como a compra de equipamentos laboratoriais e hospitalares.
O alerta, ao Governo de Jair Bolsonaro, foi lançado por várias instituições, nomeadamente as Universidades do Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Baía, Pernambuco e São Paulo.
Se o executivo brasileiro mantiver os cortes, os seus efeitos vão começar a sentir-se já a partir de Julho, no inicio do segundo semestre lectivo.
Com o congelamento, o Ministério das Ciências e Tecnologias perdeu perto de 42 por cento dos seus recursos orçamentais e viu o orçamento da educação reduzido em quase seis mil milhões de reais.
O impacto da medida é enorme dado que. desde 2014, o ensino público universitário tem visto reduzirem-se, todos os anos, as suas disponibilidades orçamentais.






