Chefes de Estado da região preparam, para amanhã, o lançamento de um pedido, nesse sentido, à comunidade internacional. O apelo contempla a conservação, o desenvolvimento tecnológico e a coordenação de ações para preservar a Amazónia.

A decisão foi anunciada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Colômbia, antes da reunião de Presidentes da América do Sul, marcada para amanhã, naquele país. Carlos Holmes Trujillo anunciou que o encontro será denominado "Pacto de Letícia para a Amazónia. O governante antecipa que o documento que sair daquela assembleia vai conter uma lista de acções concretas de protecção daquele ecossistema.

As autoridades colombianas assumem que o entendimento permitirá “impulsionar” a defesa da Amazónia, quer nos contextos nacionais, quer no âmbito regional e global.

O pulmão da Terra estende-se por oito países, e pela Guiana francesa, um departamento daquele Estado, num total de cerca de cinco milhões e meio de quilómetros quadrados. É a maior floresta tropical e o maior centro de biodiversidade do mundo.

A reunião de Chefes de Estado da América do Sul está marcada para Letícia, daí a designação do pacto, uma cidade que faz fronteira com o Brasil, em Tabatinga – no Estado do Amazonas.

Para além do Presidente da Colômbia, confirmaram a sua presença os Chefes de Estado do Peru e Equador. O Brasil vai estar representado pelo seu Ministro das Relações Exteriores. A ausência de Jair Bolsonaro foi justificada, por Brasília, com a sua hospitalização.  

Desconhece-se se o Presidente da Bolívia vai participar na reunião ou se se fará representar.

Os dois Chefes de Estado foram criticados pela forma como foram geridos os incêndios que devastaram milhares de hectares da floresta amazónica, nos seus países.

Também não se sabe se a Venezuela, a Guiana e o Suriname terão mandatários em Letícia.

Desde 2010, Agosto foi o pior mês para a Amazónia, no que toca a fogos, mais de 20 mil do que no ano passado,

Por outro lado, fruto da política de Jair Bolsonaro, no Brasil, aquela floresta está a ser alvo da pressão de agricultores, produtores de gado e madeireiros numa dimensão considerada, por cientistas e ambientalistas, catastrófica e irreversível, se não for contida.

 

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