São milhões os enxames que desapareceram no sul do país. A responsabilidade por esta mortandade está a ser assacada, por cientistas, ao Presidente do Brasil.

No entender dos investigadores, na base da chacina-se pesticidas que estão a ser utilizados mais do que nunca no território.

Para eles, o incremento das mortes decorre do aumento das licenças de comercialização de produtos químicos e marcas para fins agrícolas, desde que Jair Bolsonaro chegou ao poder. Atingiu-se o máximo de 290, mais quase 30 por cento do que no ano passado.

Alguns dos produtos utilizados para combater pragas, pelos agricultores brasileiros, estão proibidos tanto na União Europeia como nos Estados Unidos da América. É o caso do Fipronil que foi encontrado em abelhas mortas.

O insecticida, classificado como potencialmente cancerígeno pela Agência Ambiental daquele país do norte do continente, é usado, entre outras, nas culturas da soja e cana de açúcar.

De acordo com a Greenpeace, 40 por cento dos pesticidas usados no Brasil são altamente tóxicos.

Dos 290 pesticidas licenciados durante o Governo de Jair Bolsonaro, pelos menos 20 são nocivos às abelhas.

Na sequência da morte de 400 milhões de abelhas em Rio Grande, nos primeiros três meses do ano, o Ministério Público do Estado recomendou a limitação da venda e uso do inseticida Fipronil para aplicação em plantas já com as folhas. A recomendação foi dirigida à Presidência da Fundação Estadual de Proteção Ambiental, aos Secretários Estaduais de Meio Ambiente e Infraestrutura e da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural.

O documento sugere a suspensão provisória do registo do produto no Cadastro Estadual de Registro de Agrotóxicos.

A BASF, detentora da patente do quimico, de 2003 a 2008, suspendeu a sua comercialização, mas a medida não foi seguida pelas restantes empresas do sector.

O Cadastro de Registo de Agrotóxicos, do Rio Grande, inclui 39 produtos comerciais que têm o Fipronil como princípio ativo.

Há dois anos, na Holanda, milhões de galinhas foram abatidas na sequência do caso de ovos contaminados exportados para França e Grã-Bretanha.

Pesquisas realizadas pela Universidade de Exter, do Reino Unido, revelaram que a substância matou milhares de abelhas em França, de 1994 a 1998, logo no início da sua utilização.

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