Serão muitas, centenas mesmo, as gralhas e erros nos manuais escolares do 1º ciclo, em Cabo Verde. A situação parece não ser de hoje mas é agora denunciada pela Direção Nacional da Educação.
O executivo cabo-verdiano lançou, neste ano letivo 2017/2018, um novo plano curricular experimental, para o ensino básico. Há novos manuais para o primeiro ciclo e 5º e 7º anos de escolaridade. O novo formato inclui Cadernos de exercícios, manuais de professores e CD interativos.
Os pais queixam-se, estará a circular, na internet uma petição exigindo ao Ministério da Educação de Cabo Verde a retirada, do mercado, dos referidos manuais, o PAICV, Partido Africano da Independência de Cabo Verde, lançou também ataques ao governo. O MdP, Movimento para a Democracia, partido no poder, defende-se dizendo que quando o PAICV estava no governo já havia erros nos livros e este não fez nada:
"Durante a década passada, os estudantes estudaram nesses livros, sequer foram identificadas as gralhas, para serem indicadas aos professores, e os estudantes continuaram a estudar nesses manuais. Nós não assistimos, na altura, (...) qualquer partido político a exigir a retirada de manuais quando há erratas. Neste momento, nós estamos um passo à frente daquilo que estávamos no ano passado", afirmou, aos jornalistas, Miguel Monteiro, Secretário-geral da formação.
Sobre os livros que estão no centro da polémica o líder do MpD disse:
"Não podemos pegar em erros e gralhas que aconteceram, sim, que têm de ser corrigidos, e que vão ser corrigidos, para colocar em causa todo um novo plano curricular, que vai permitir que as crianças, que agora entram no sistema de ensino, saiam com capacidades muito melhores".
Mas as falhas são grandes e graves. O livro de matemática, para o 1º e 2º ano, tem escrito, na capa, "Matimatica Manual". No interior há exercícios em inglês, figuras geométricas mal identificadas, exercícios com resultados errados.
(Foto: Professor Euclides Fernandes)






