Depois do PAICV ter apresentado uma queixa-crime, à Procuradoria-Geral da República, ontem, sobre o processo de elaboração dos manuais escolares de Matemática do 1º e 2º anos de escolaridade, envoltos em polémica por conterem erros graves, de português e mesmo de cálculo matemático, o governo defende-se. Em comunicado o executivo cabo-verdiano diz que reconhece o direito de qualquer cidadão a fazê-lo mas diz que as acusações são "infundadas" e pede celeridade na avaliação do processo:
"O Governo de Cabo Verde (...) reconhecendo e louvando este direito que assiste a todo e qualquer cidadão deste país, exorta esta entidade a proceder de maneira célere, por forma a permitir, em sede própria, que se dissipem, de uma vez por todas, as suspeitas levantadas contra o Governo de Cabo Verde, em particular ao Ministério da Educação, ao longo de todo este processo", lê-se no documento publicado nas redes sociais.
No início do mês o Primeiro-ministro cabo-verdiano anunciava a substituição daqueles que eram os novos manuais escolares e que continham erros. Uma decisão tomada quando estava prevista uma manifestação com o objetivo de obrigar o executivo a retirar, do mercado, os livros em causa. Na sequência do escândalo a Diretora Nacional da Educação, Adriana Mendonça, coordenadora e uma das revisores linguísticos dos novos manuais, acabou por demitir-se.
As falhas eram grandes e graves. O livro de matemática, para o 1º e 2º ano, por exemplo, tinha escrito, na capa, "Matimatica Manual". No interior havia exercícios em inglês, figuras geométricas mal identificadas, exercícios com resultados errados.






