Cabo Verde, que assume em 2018, a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, diz-se focado em apostar na criação de um espaço de mobilidade da cultura e da arte no seio da comunidade dos países de expressão portuguesa.
“Temos de aproveitar a nossa grande mais valia que é a língua, o meio pelo qual expressamos as nossas histórias, cultura e tradições. Há muito que se defende a livre expressão no espaço lusófono, mas isso faz-se, essencialmente, por meio da mobilidade cultural, das pessoas e por via de uma forte Diplomacia cultural”, afirmou o Primeiro-Ministro cabo-verdiano na sessão de encerramento do VII Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, organizado pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa em parceria com a Câmara Municipal da Praia.
Ulisses Correia e Silva diz-se comprometido a trabalhar sobre a matéria "através de políticas públicas concertadas". Outra das prioridades da nova presidência da CPLP é a livre circulação de pessoas no espaço comunitário. A questão tem vindo a ser abordada pelos países de expressão portuguesa mas a decisão tem vindo a ser adiadas por não existir acordo sobre a matéria. da CPLP.
Alargar o espaço da lusofonia ao mundo, no sentido de afirmá-lo enquanto comunidade de língua portuguesa é o ponto central da agenda de Cabo Verde para a CPLP.
O VII Encontro de Escritores de Língua Portuguesa reuniu na Cidade da Praia escritores, poetas, jornalistas e realizadores, entre os dias 26 a 29 de outubro.
(Foto: @CMPraia)






