De acordo com as autoridades cabo-verdianas a epidemia de Malária, também conhecida por Paludismo continua a ser uma preocupação mas os piores meses foram detetados em agosto, setembro e outubro. Desde julho, altura em que o surto se manifestou, que a situação não evoluía positivamente mas o executivo diz que agora está mais controlada:
"O Ministério da Saúde e da Segurança Social tem envidado esforços para controlar a epidemia com apoio de vários parceiros nacionais e internacionais no aspeto da gestão clínica e ambiental. Com ações levadas a cabo o número de casos notificados tem estado a diminuir e desde de 01 de Novembro e até a atual data foram registados 10 casos", lê-se em comunicado do governo do país.
A situação está melhor mas não, de facto controlada, assumem as autoridades:
"Apesar da situação atual se encontrar relativamente controlada lembramos que ainda estamos numa época suscetível pelo que exortamos à população e às entidades com responsabilidade no setor de ambiente e saneamento, a continuidade na execução das ações de prevenção e controlo da epidemia".
Segundo dados oficiais, entre 1 de janeiro e 12 de novembro foram detetados 430 casos de Paludismo, 412 deles na Cidade da Praia. Há a lamentar duas mortes. Uma delas ocorrida na capital cabo-verdiana, a outra em São Vicente.
A Malária é uma doença infeciosa, grave, que é transmitida através da picada da fêmea infetada do mosquito Anopheles.
As autoridades alertam as populações, e organismos locais e pedem-lhes que tomem medidas: Neste sentido as principais medidas recomendadas continuam sendo as seguintes:
Para a População recomendam que se mantenham sempre tapados todos os recipientes que contenham água; que se eliminem possíveis locais - principalmente nos quintais, que possam servir para que estes mosquitos se alojem e procriem. Pedem ainda aos cabo-verdianos que coloquem redes mosquiteiras nas janelas e portas.
"Em caso de febre, dor de cabeça, dores musculares e mal-estar geral dirija-se imediatamente ao Hospital ou ao Centro de Saúde mais próxima da sua residência; Comunicar aos serviços municipais a existência de pardieiros, onde possam existir depósitos, tanques ou outros recipientes com água estagnada, os quais constituem o meio ideal para a reprodução dos mosquitos e do parasita", alertam as autoridades.
Em relação às medidas a tomar pelas instituições públicas e privadas, pede-se que se reforce "a drenagem das águas pluviais, imediatamente após cada queda de chuvas nas áreas sob a sua jurisdição e [ou que constituam propriedade privada", "a fiscalização dos pardieiros, casas devolutas, ou outras situações que possam conter depósitos, tanques ou outros recipientes com água estagnada e intervir imediatamente para a resolução do problema", se proteja "com tampa todos os depósitos de água para construção, consumo doméstico ou outro", se informe a os responsáveis de Saúde, bem como os serviços municipalizados qualquer "situação que possa favorecer a criação de mosquitos e pôr em perigo a sua saúde".
(Foto: @ministeriodasaude.cv)






