Ao Parlamento de Cabo Verde, durante a discussão da proposta de Orçamento de Estado para 2018, o Primeiro-ministro do país afirmou que o programa de emergência para a agricultura, necessário devido ao ao mau ano agrícola, tem garantidos financiamentos da União Europeia, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO):
"O Governo aprovou um programa global e um programa detalhado territorializado com especial incidência em ações viradas para o salvamento do gado, disponibilização de agua e rendimento através de investimentos públicos. Recursos para o financiamento do programa de mitigação dos efeitos do mau ano agrícola já foram mobilizados, com compromissos firmes de parceiros como a União Europeia, o BAD, FAO e outros bilaterais", lê-se no perfil de Facebook do chefe do executivo cabo-verdiano.
De acordo com Ulisses Correia e Silva a proposta de Orçamento para o próximo ano contempla cerca de 100 mil milhões de escudos, aproximadamente um milhão de euros, para responder aos efeitos da seca que estão a afetar, principalmente, a agricultura. O valor necessário para fazer face a esta crise podem chegar aos 10 milhões de euros.
Ulisses Correia e Silva anunciou ainda a disponibilidade da Hungria para um financiamento, "em condições muito favoráveis" de 33 milhões de euros para modernização do setor da agricultura e melhoria do abastecimento de água em Cabo Verde.
Há outras possibilidades, como a obtenção de crédito, em países como a Hungria ou o Brasil. Aliás, há duas semanas, o Ministro dos Negócios Estrangeiros e do Comércio húngaro, Péter Szijjàrtó, visitou Cabo Verde:
"Temos ainda a disponibilidade da Hungria (33 milhões de euros), do Brasil e do BAD de linhas de credito em condições muito favoráveis e em valores substanciais para um forte investimento na modernização da agricultura que implica novas soluções para a mobilização e uso de água para a rega, ordenamento da produção agrícola e pecuária, aumento da produtividade e orientação para o mercado através da certificação e logística de distribuição", lê-se na página de Facebook de Ulisses Correia e Silva.
Aos deputados, o Primeiro-ministro garantiu ainda que as previsões de crescimento económico feitas pelo governo, ou o défice estimado para as contas públicas, não serão influenciados pelo mau ano agrícola:
"O Governo mantém a previsão de crescimento entre 5 a 5,5%", afirmou o chefe do executivo cabo verdiano.
O executivo prevê apostar no estimulo e promoção do investimento privado, através de políticas públicas e de investimento público, na resolução da questão da concessão da gestão e exploração do transporte marítimo de passageiros e carga inter-ilhas, situação que deverá ficará resolvida até final do ano, há aliás empresas portuguesas interessadas em assumir esta gestão.
Segundo Olisses Correia e Silva 2018 será o ano da privatização da TACV e da Cabo Verde Handling, da concessão da gestão aeroportuária e melhoria de toda a estrutura, "do serviço das fronteiras, ao free shop".
(Foto: @UlissesCorreiaSilva)






