Mais de metade dos polícias cabo-verdianos desobedeceram ao Governo. Os agentes não só cumpriram a greve como se manifestaram em várias localidades do país.
O Primeiro-Ministro cabo-verdiano considerou as iniciativas dos polícias, nomeadamente a paralisação, o desrespeito pela requisição civil e as manifestações, um “atentado ao Estado de direito democrático”
Ulisses Correia e Silva ameaça “tomar todas as medidas para responsabilizar aqueles que violaram e confrontaram de forma muito clara a lei da requisição civil e das manifestações”.
Os policias reivindicam a actualização dos seus salários no próximo ano, a redução das horas de serviço e a atribuição do subsídio de condição policial à guarda-fiscal, com efeitos retroativos.
Os agentes reivindicam também a demissão do Ministro da Administração. Paulo Rocha é acusado pelos representantes da classe de não cumprir o acordo que levou à suspensão de greve, no início do ano.
O executivo afirma que está a trabalhar para atender às reivindicações incluídas no memorando de entendimento assinado com o Sindicato Nacional de Polícia e que se tem esforçado por melhorar as condições remuneratórias, bem como os meios e equipamentos da corporação.






