O Sindicato dos Trabalhadores da Administração dos Portos da Guiné-Bissau está “liminarmente contra” a intenção de privatizar a gestão da principal infra-estrutura portuária do país, como pretende o Governo.
A corporação pede a intervenção urgente do Presidente da República por considerar que a privatização tem impacto negativo no país.
A entidade representante dos trabalhadores desafia o executivo a divulgar o Estudo sobre o Modelo de Gestão do Porto de Bissau.
O Sindicato não entende porque se vai privatizar aquela infra-estrutura e não se faz o mesmo outras empresas do setor dos transportes e comunicações, nomeadamente a Guinetelecom, a Sotramar e os Correios.
O executivo anunciou que a empresa vencedora do concurso público internacional de privatização do Porto de Bissau será anunciada no próximo mês.
Concorreram a ICTSI, das Filipinas, e a Necotrans, de França.
O vencedor fica com a responsabilidade de pagar uma divida de quase seis milhões de euros à empresa Terminais de Portugal, que geriu o porto comercial de Bissau de 1992 a 1999. Neste ano as autoridades guineenses rescindiram o contrato de concessão e exploração, de forma unilateral.






