Termina a 30 de setembro o mandato da força de interposição militar da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, a CEDEAO, na Guiné-Bissau, mas as Nações Unidas e a União Africana consideram que esta não deve desmobilizar.
Por enquanto não há informação, nem do organismo nem das autoridades guineenses, sobre a permanência da Ecomib. O Presidente guineense, afirmou, aos jornalistas, que essa decisão não depende apenas dele. José Mário Vaz regressava de uma deslocação à República do Congo.
"Esta força tem a sua importância, mas para lhe dizer a verdade, só o Presidente da República não pode decidir sobre este assunto", disse o chefe de Estado guineense aos jornalistas. A decisão terá de ser tomada ao nível dos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO.
A Ecomib, composta por militares do Senegal, Togo, Burkina Faso e Nigéria, está no país desde abril de 2012, na sequência do último golpe militar, com o objetivo garantir a segurança dos titulares dos órgãos de soberania.
Parte desta força abandonou já o país, este ano. No último encontro de representantes da CEDEAO, em Junho na Libéria, a sua permanência foi prolongada por três meses. A próxima cimeira deverá realizar-se em Dezembro. Mas poderá ocorrer um encontro extraordinário para debater a questão.
O problema poderá ser o financiamento da mesma. A União Africana defendeu a sua permanência, manifestando preocupação, mas pediu à comunidade internacional para "mobilizar recursos financeiros".






