Seis partidos políticos da Guiné-Bissau ameaçam agora com “actos de desobediência e manifestações”.
O PAIGC e os partidos da Convergência Democrática, da Unidade Nacional e da Solidariedade e do Trabalho, bem como a União para a Mudança e o Movimento Patriótico fartaram-se de esperar pelas soluções para a crise, prometidas pelo Presidente da República, há 90 dias, em Monróvia.
Os partidos que se opõem à prática política de José Mário Vaz acusam-no de trilhar o “caminho da discórdia, do separatismo, das inverdades, do conflito, do aproveitamento geral político e da crise”, mantendo “manobras dilatórias” para preservar a actual situação “e a continuidade de um Governo ilegal, inconstitucional”.
Em causa está o cumprimento do Acordo de Conacri, que prevê a formação de um governo integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança do chefe de Estado.
Para demonstrar o seu “inconformismo” e denunciar a “subversão da ordem constitucional”, as cinco forças políticas prometem convocar “actos de desobediência e manifestações políticas”.






