Depois de todas as polémicas, relativas ao acordo de Conacri, e ao não cumprimento do mesmo, o primeiro-ministro da Guiné-Bissau deslocou-se à capital da Guiné-Conacri. No regresso afirmou que ficou tudo esclarecido e que voltou "a aquecer as relações" com o Presidente do país. No seu perfil de Facebook o chefe do executivo anunciava um "reencontro de velhos amigos".
Umaro Sissoco Embalo, de etnia fula, tinha acusado Alpha Condé, de etnia mandinga, de parcialidade na mediação da crise guineense, por uma questão de etnias. O Presidente da Guiné-Conacri é o mediador, da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, para a crise política na Guiné-Bissau. Vários encontros foram acontecendo em Conacri, um deles com assinatura de acordo, mas ficou tudo "em águas de bacalhau" já que os nomes propostos para a chefia do governo foram deixados de lado pelo Presidente guineense que escolheu, ele próprio, um Primeiro-ministro.
O Acordo de Conacri previa a formação de um governo de unidade e consensual, integrado por todos os partidos representados no parlamento, e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e da confiança de José Mário Vaz. O PAIGC continua a contestar as escolhas feitas pelo Presidente guineense.
(Foto: @generalembalo)






