A União Europeia, num relatório publicado recentemente, e relativo ao desempenho do país em 2016, em vários aspetos, diz que a Guiné-Bissau precisa de reformas em "áreas cruciais", entre elas a Defesa, Justiça, Segurança e Direitos Direitos humanos, que têm vindo a ser "adiadas".
De acordo com o documento os desafios do país não se ficam por aqui. A impunidade e a corrupção continuam a ser preocupantes. Em 2013 tinha sido recomendada a criação de uma comissão de inquérito internacional de inquérito mas esta não foi implementada.
O bloco europeu, no documento, esclarece que a crise política, que reina desde 2015, e se tem vindo a agravar, tem enfraquecido as instituições do Estado, e a aplicação da lei. A UE mostra-se "preocupada" com a falta de progressos nesta matéria.
"A instabilidade política, e as sucessivas mudanças alterações de governo, desde agosto de 2015 resultaram num impasse institucional, em particular na Assembleia Nacional, mas há outros constrangimentos sérios à gestão do país", entre eles a constante confrontação política que resultam, e entre outras coisas, na deterioração sócio-económica, lê-se no relatório.
Em 2016, a UE, lê-se no documento, prestou “atenção particular” ao processo político, tendo promovido o diálogo entre as autoridades guineenses e os parceiros regionais e internacionais, manifestando-se, porém, “preocupada” com a falta de progressos.
No documento conclui-se que a estabilização do país, o fim da luta política, é fundamental para que se possa avançar com as reformas essenciais nas referidas áreas e noutras.
A UE recomenda que o país crie uma estrutura institucional para a defesa e promoção dos Direitos Humanos.






