Arranca, esta segunda-feira, mais uma greve de professores na Guiné-Bissau. Uma paralização convocada pelo Sindicato Nacional dos Professores, SINAPROF, e peloo Sindicato Democrático dos Professores, SINDEPROF. As organizações sindicais exigem que o governo cumpra o memorando assinado há mais de três meses. As exigências incluem, e entre outras coisas, incluindo o pagamento de salários em atraso referentes aos anos letivos 2003/2004 e 2005/2006, melhoria das condições de trabalho, formação e construção de novas infraestruturas escolares.
Os dois organismos tinham entregue um pré-aviso de greve, em outubro, por um período de 15 dias úteis a começar a 6 de novembro, acusando o executivo guineense de faltar à palavra dada ao não cumprir os 17 pontos que constam do documento assinado no verão e que, culminou, no fim da paralisação dos docentes. Entre as questões que ficaram de ser reavaliadas está a revisão dos estatutos da carreira docente.
Em comunicado o governo guineense já apelidou de "lamentável" e "inexplicável" a decisão dos sindicatos dos professores de partirem para a greve.
Mas o problema, a nível educacional do país, é mais grave. As principais escolas públicas não estão a funcionar por falta de alunos. A Confederação Nacional das Associações Estudantis da Guiné-Bissau, CONAEGUIB, já se mostrou preocupada com a situação e apelou, em conferência de imprensa, aos estudantes, para retomarem as aulas.
(Foto: @Unicef Guiné-Bissau)






