O Chefe de Estado tentava, uma vez mais, ultrapassar o impasse na formação do Governo do país.
João Mário Vaz nomeou, vai para dois meses, um novo Primeiro-Ministro que não consegue formar Governo.
Desta feita todos os partidos com assento parlamentar recusam-se a participar, por vários motivos, no executivo de Artur Silva.
O Presidente da República convocou os partidos políticos para uma reunião, na passada quarta-feira, para desbloquear a situação, mas apenas o PRS se fez representar.
O PAIGC, vencedor das legislativas de 2014 com maioria absoluta, o PCD, a UM e o PND recusaram-se a participar no encontro, dado que a nomeação de Artur Silva não respeita o Acordo de Conacri.
No passado domingo os imãs da Guiné Bissau defenderam a formação de um executivo, o mais rápido possível, argumentando que a campanha do caju está à porta.
Na sequência da nomeação do novo chefe de Governo, a CEDEAO impôs sanções a 19 políticos guineenses, nomeadamente ao Procurador-Geral da República, a vários Ministros do Governo demissionário e ao filho de José Mário Vaz.
Os partidos que se opõem ao Presidente guineense aguardam a marcação das eleições legislativas, defendendo a sua realização este ano, como previsto. O chefe de Estado guineense já os auscultou sobre a data, mas tem protelado o seu anúncio.






