José Mário Vaz fixou o quilo da castanha em um euro e cinquenta cêntimos.

Com esta decisão, o Chefe de Estado não só tomou uma medida que competia ao Governo, como pôs em causa o anúncio do executivo de que o caju, durante esta campanha, estaria sujeito à lei da oferta e da procura.

Como justificação disse que o fez a pedido de régulos e da população em geral.

O País está a ser administrado por um executivo demitido, enquanto o Primeiro-Ministro se encontra, vai para dois meses, a tentar formar o seu elenco.

Esta situação resulta do facto do Chefe de Estado se recusar a cumprir o acordo de Conacri, contra a vontade da comunidade internacional, nomeadamente o Conselho de Segurança da ONU, A União Africana e a Comunidade dos Países da África Ocidental.

O anúncio do preço do caju, bem como a justificação para o determinar foram feitos em Gabu, no leste da Guiné, onde fez a abertura oficial da campanha.

Aproveitando a oportunidade o político antecipou que a colheita deverá chegar às 200 mil toneladas, gerando uma receita de 400 milhões de euros.

Para José Mário Vaz é “muito dinheiro”, mas “bem-vindo aos donos das hortas".

Por outro lado, apelou aos agricultores para guardarem o dinheiro nos bancos, retirarem os gastos e aplicarem o lucro no cultivo de outros produtos.

A castanha de caju não é só a principal fonte de riqueza, como a mais importante fonte de receita das populações.

 

Foto: facebook/JOMAVpaginaoficial

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