Uma missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, chega amanhã a Bissau, a capital da Guiné. O objetivo da deslocação é analisar a aplicação do Acordo de Conacri. O anúncio foi feito pela própria organização em comunicado.
O grupo, chefiado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Togo, Robert Dussey, deverá encontrar-se, na capital guineense com as "autoridades e atores políticos no quadro da implementação do Acordo de Conacri", lê-se no documento.
Já esta terça-feira, e de acordo com a mesma fonte, chega ao país o presidente da comissão da CEDEAO, Jean-Claude Kassi Brou que deverá encontrar-se com o Presidente do país, José Mário Vaz.
A CEDEAO não se tem mostrado muito satisfeita com a situação que se vive no país, principalmente depois de ter sido firmado, em finais de 2016, um acordo em Conacri, que considera não ter sido implementado. Nesse contexto, em fevereiro, pôs em prática uma lista de sanções contra 19 individualidades guineenses, entre elas várias do setor político e judicial.
A crise na Guiné-Bissau agudizou-se nos últimos meses mas começou com a demissão do governo, chefiado por Domingos Simões Pereira, do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde, vencedor das Legislativas de 2014, em agosto de 2015.
Desde essa altura o país teve seis primeiros-ministros. O último, nomeado pelo chefe de Estado, é Artur Silva que ainda não conseguiu formar governo, a poucos meses das novas Legislativas no país que deverão decorrer em novembro.
(Foto: @rdussey)






