O Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados está contra a marcação das próximas eleições Legislativas na Guiné-Bissau para 18 de novembro já que isso significa que o mandato do atual Parlamento é prolongado.
De acordo com a organização os deputados não têm nem legitimidade nem poderes constitucionais" para fazê-lo por mais do que uma Legislatura:
"(...) não deixamos de condenar, veementemente, a intenção dos parlamentares em prorrogar a presente legislatura, por não terem nem legitimidade e muito menos poderes Constitucionais para o efeito. Lembrando-lhes ainda que foram eleitos para cumprir os seus mandatos apenas para uma legislatura", lê-se no comunicado difundido pelo organismo que afirma ainda discordar da data marcada para a realização das eleições legislativas que considera estar "fora do quadro Constitucional".
O movimento volta a responsabilizar o Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, pela situação do país:
"(...) a presente legislatura foi consumida na sua totalidade pelo Presidente da República em criar conflitos e pisar as leis da República, pois o atual entendimento hipotético entre os atores políticos não representa, de maneira alguma, o fim da crise JOMAVISTA; e muito menos impõe respeito pela legitimidade democrática do povo, pelo que nos devemos manter firmes e determinados na luta contra tentativa de implementação da ditadura do consenso parlamentar, em defesa da Constituição e demais leis da República da Guiné-Bissau", lê-se no referido documento.
A data das Legislativas de 2018 foi anunciada pelo chefe de Estado no mesmo dia, da semana passada, em que deu a conhecer que Aristides Gomes assumiria a chefia do governo guineense.
(Foto: Movimento dos Cidadaos Conscientes e Inconformados)






