A garantia foi dada pelo Presidente da Comissão Nacional de Eleições do país. De acordo com José Pedro Sambu, a “logística eleitoral” para a consulta, de 10 de Março, “está completamente garantida”.
Aquele responsável conforma que já se encontra, em Bissau, todo o equipamento necessário ao processo, nomeadamente os votos – fornecidos por Portugal.
Está também confirmado o envio de missão da União Africana, com 50 observadores. O grupo, que inclui observadores de países africanos de língua portuguesa, vai estar na Guiné-Bissau de 1 a 15 de Março.
Para o Presidente da Comissão Nacional de Eleições está cumprido o “caminho” para a realização das Eleições Legislativas a 10 do próximo mês.
No entanto, os cadernos eleitorais definitivos ainda não foram divulgados pelo Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral. Esta situação tem provocado o aumento da crispação entre partidos políticos e Governo. Aqueles documentos foram entregues, na quinta-feira, pela Ministra da Administração Territorial ao Presidente da Comissão Nacional de Eleições.
O Secretário-Geral da ONU considera que a situação na Guiné-Bissau continua frágil e que as manobras políticas e a desconfiança entre políticos continuam a dificultar o processo eleitoral.
Neste contexto, as Nações Unidas, bem como a União Europeia, a União Africana, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental apelam para que seja criado o “ambiente propício” à “organização de eleições pacíficas, transparente e inclusivas".
A campanha eleitoral começa hoje e termina a 8 de Março. O acto eleitoral envolve 21 forças políticas que disputam os 102 lugares no parlamento guineense.
Os dois maiores partidos do país, o PAIGC e o PRS, escolheram Gabu para o primeiro comício.





