O PAIGC, a UM, o PND e a APU têm maioria no Parlamento e, neste contexto, consideram que José Mário Vaz não tem motivos para protelar o processo de nomeação do Governo, na sequência das Eleições de 10 de Março.

A posição do Chefe de Estado é considerada ilegal e perigosíssima, porque pode “arrastar a Nação para uma nova crise” que pode levar à “anarquia” e ao “conflito nacional”.

A coligação maioritária responsabiliza também os partidos ligados ao Presidente de tentar, a “todo o custo, semear o pânico e a confusão no seio da população”.

O MADEM e PRS têm alinhado com as posições de José Mário Vaz. O primeiro recusa-se a indicar outro nome para a Vice-Presidência do Parlamento, depois do seu dirigente, Braima Camará, não ter obtido a aprovação da maioria dos seus pares. Para aumentar a confusão, o PRS apareceu a reivindicar para si a indicação da segunda figura do Parlamento, o que vai contra a Constituição do país.

Na sequência da tomada de posição da maioria, aquela força política surgiu a responsabiliza o PAIGC pelo atraso na formação do futuro Governo, depois de ter entrado com uma acção no Tribunal Regional de Bissau, exigindo que lhe seja atribuído o lugar.

Os partidos da maioria desligam uma questão da outra, observando que a nomeação do Primeiro-Ministro e formação do Executivo é um “imperativo”, bem como a marcação imediata de eleições presidenciais”, dado que o José Mário Vaz termina o seu mandato em Junho.

A maioria dos analistas considera que só com a saída de cena do político se resolverá ou atenuará o conflito institucional na Guiné Bissau.

 

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