A Guiné Equatorial fechou ontem a campanha eleitoral para os escrutínios de amanhã. O país realiza eleições Legislativas e Autárquicas no rescaldo uma revisão constitucional que colocou o Presidente no centro do poder político do país. O primeiro-ministro passou a ser nomeado pelo chefe de Estado, o que faz com que as queixas, da oposição e de organizações dos Direitos Humanos se acumulem.

Nestas eleições serão eleitos os responsáveis locais e os deputados da Câmara de Deputados e do Senado, as câmaras baixa e alta do parlamento, respetivamente. 

Concorrem às duas eleições duas coligações, uma liderada pelo Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), do Presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, no poder desde 1979, a Juntos Podemos e o partido Cidadãos pela Inovação.

Enquanto o chefe da missão de observadores da CPLP, Jorge Borges, afirmava, ontem na Guiné Equatorial, que espera "uma participação elevada" e umas eleições "justas e livres", os principais líderes da oposição acusavam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa de ter vendido, ao Presidente Teodoro Obiang, o lugar de país-membro do grupo lusófono.

A equipa de observadores da CPLP, chefiada pelo embaixador cabo-verdiano Jorge Borges, integra observadores designados pelos Estados membros e elementos do Secretariado Executivo, que chegou ontem a Malabo, permanecerá no país até 15 de novembro.

A Guiné Equatorial aderiu, em 2014, à CPLP, com as promessas de ensinar a língua portuguesa nas escolas e de acabar com a pena de morte.

As acusações de desrespeito dos Direitos Humanos e de falta de liberdade política, entre outras coisas, no país, têm-se multiplicado. 

 

(Foto: https://www.cplp.org)

 

 

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