Com esta iniciativa, marcada para Julho, Teodoro Obiang pretende o regresso dos emigrantes guinéus equatorianos ao país. A acção tem por objectivo, de acordo com aquele chefe de Estado, “preservar a paz e o desenvolvimento que o país conhece”.
O dirigente convoca, desta forma, os cidadãos do país que se encontram “dispersos na diáspora por razões políticas, por alguns delitos políticos”, a regressar ao país.
As comunidades da Guiné Equatorial no estrangeiro têm desenvolvido acções de oposição ao actual regime, nomeadamente através da formação de partidos políticos que operam a partir de Espanha e França. Um deles, o Partido do Progresso, formou mesmo um Governo no exílio.
Esta é a sexta operação deste tipo lançada pelo Presidente da antiga colónia portuguesa e espanhola. A última, há quatro anos, permitiu a legalização do partido Cidadãos para o Desenvolvimento, entretanto banido pelo regime, depois de conquistar um lugar no Parlamento.
Cerca de 150 militantes da força política foram julgado, acusados de “sedição, desordem pública, atentados à autoridade e ferimentos graves” a agentes de segurança, durante a campanha eleitoral. Vários foram condenados a cumprir penas de prisão de 48 anos.
Teodoro Obiang, de 78 anos de idade, está no poder há perto de meio século.






