O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, vai estar, segunda-feira, com a oposição na cerimónia de encerramento daquela que é a sexta mesa de diálogo entre governo e os partidos políticos que fazem parte da oposição no país. Já este sábado, e de acordo com o Primeiro-ministro do país, Francisco Obama Asué, os líderes políticos encontram-se para fechar acordos.
A situação no país continua complexa. Na abertura dos trabalhos da mesa de diálogo Teodoro Obiang pedia "sinceridade e humildade" para ajudar a acabar com aquilo que "põe doente" o país e acrescentava que a iniciativa, estas mesas de diálogo, são uma "oportunidade única para eliminar a desconfiança".
Mas para "o outro lado da barricada", oprimido no país ao longo dos anos, a questão não é assim tão simples. A Convergência para a Democracia Social, principal partido legalizado da oposição, defende que a solução para o país é a demissão do governo e a formação de um novo de transição. A formação quer saber quando serão amnistiados os presos políticos. Até ao momento apenas um, o professor Julián Abaga, detido em dezembro por criticar o chefe de Estado foi libertado, no início do mês.
Em termos políticos o país tem ainda grandes desafios pela frente. Em fevereiro último as autoridades decidiram declarar ilegal o partido Cidadãos pela Inovação.
A Guiné Equatorial é o único Estado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, organismo ao qual se juntou em 2014, apesar de, até aqui, a língua oficial do país ser o espanhol, onde a Pena de Morte continua a poder ser aplicada.





