De acordo com o relatório African Economic Outlook, o mais recente membro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) vai continuar a enfrentar tempos difíceis.

De acordo com o relatório do Banco de Desenvolvimento Africano, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico e Nações Unidas, "a recessão correspondeu a uma queda de 10,2% do PIB em 2015 deverá continuar até 2020, a manterem-se as previsões desfavoráveis sobre o preço do petróleo.

O documento dá conta que os atrasos nos pagamentos do Estado e a descida do nível de investimento público, "apesar de difíceis de quantificar, tendem a reduzir o espaço de manobra orçamental e dificultar o crescimento na economia não-petrolífera".

O setor do petróleo e gás, responsável por 90% do PIB, 87% das receitas fiscais e 89% das exportações, tem uma importância decisiva e a quebra dos preços tem um impacto transversal em toda a economia da Guiné-Equatorial.

A esta situação deve-se juntar a queda da produção. Este ano deve situar-se em 235 mil dia, menos 15 mil do em 2015, dificultando ainda mais a saída da recessão.

Na ausência da descoberta de novas jazidas de crude, a produção de petróleo vai continuar a decrescer até ao final da década, uma vez que a produtividade dos poços antigos é cada vez mais baixa, eliminando potenciais subidas nos novos, mas pequenos poços, que vão entrar em produção.

Também por isso, continua a EIU, "a despesa pública em grandes infraestruturas deverá cair, apesar da construção em curso de uma nova capital no continente, porque o espaço de manobra orçamental diminui-se em linha com a reduzida receita fiscal proveniente do petróleo".

As grandes opções políticas até final da década, deverão ser marcadas pela tentativa de diversificar a economia e reduzir a pobreza, mas os peritos duvidam que possa concretizar-se.

Em 2014, as autoridades da Guiné-Equatorial anunciaram que iam colocar mil milhões de dólares, nos próximos três anos, num fundo para apoiar o investimento estrangeiro em áreas não petrolíferas, mas a redução nos preços do petróleo fez diminuir de forma significativa os montantes do fundo.

Assim, o progresso na diversificação económica, "deve permanecer lento", até porque "o difícil ambiente de negócios, que restringe os investimentos privados, deve continuar a persistir, e a burocracia e a corrupção entre os altos funcionários públicos devem continuar elevadas" – de acordo com um relatório da revista “The Economist”.

Em Maio do ano passado, a aprovação do Orçamento retificativo reduziu o montante de despesa pública para metade, e os custos operacionais do Governo estão também sob controlo.

As autoridades querem continuar a reduzir o défice orçamental, apontando para o equilíbrio nos próximos anos, diminuindo o volume de investimento público.

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