Foi na tarde de ontem que Alfredo Okenve foi "sequestrado", escreve Centro de Estudos e Iniciativas para o Desenvolvimento da Guiné Equatorial, CEID, no seu perfil de Facebook, por forças de segurança do país. O ativista acabou libertado horas mais tarde mas no seu corpo havia marcas de violência:

"O seu carro foi interceptado quando saía das imediações da sua casa, os raptores fizeram-no sair do carro dizendo que ele estava preso, ao queixar-se foi espancado e obrigado, com violência, a entrar num veículo com matrícula oficial e na presença de transeuntes, foi posteriormente levado para os arredores da cidade de Bata, onde foi alvo de tortura por vários indivíduos. Perante a revolta que se começou a instalar e o alerta lançado por alguns transeuntes, os raptores libertaram-no retirando-lhe os seus documentos, telefone e outros pertences pessoais. Felizmente, um conhecido levou-o de volta para sua casa e conseguiu contactar os seus familiares que o levaram, de urgência, um hospital num estado de semi-inconsciência", lê-se na referida rede social.

A mesma fonte adianta que, no hospital, foi possível verificar que tinha contusões nas pernas, braços e rosto, mas não havia ferimentos em órgãos internos. Alfredo Okenve já está em casa e fora de perigo.

A referida organização não governamental, da qual Okenve é vice-presidente, condena "veementemente esta nova afronta" depois de, em 2017, Enrique Asumu e Okenve terem estado detidos, sem acusação formal, durante várias semanas. No mesmo ano o trabalho do CSID esteve suspenso no ordem das autoridades da Guiné Equatorial.

Alfredo Okenve tem denunciado,  repetidamente, "o assédio a que a sociedade civil foi submetida", lê-se do comunicado publicado pelo CEID. Já o organismo diz ter apresentado relatórios internacionais sobre violações de Direitos Humanos no país e diz-se vítima dos atos que denuncia. 

 

 

 

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