A mina de carvão da Jindal África, em Tete, está paralisada há três semanas. A população barricou todos os caminhos para as instalações mineiras da empresa.
O povo de Cassoca está há cinco anos à espera de um local para viver. Aquela comunidade vive a 500 metros da mina.
São mais de 300 famílias que agora se confrontam com os malefícios de viver paredes meias com a exploração.
A poluição gerada pela extracção de carvão a céu aberto está a afectar a saúde das pessoas e dos animais domésticos. Os terrenos e a água do local onde vivem encontram-se contaminados, provocando diarreias e outras doenças.
Desde que a se iniciou a actividade extractiva, o número de mortes aumentou de forma considerável.
Devido a esta situação, as pessoas de Cassoca exigem a sua rápida transferência para o centro de reassentamento no bairro de Nhamatua, um novo complexo habitacional distante da mina.
A população afirma que não se vai retirar enquanto não forem aceites as suas exigências.






