As populações cortaram o acesso à mina, de Tete, durante três semanas.
O cerco à infra-estrutura só terminou depois do Estado ter aceite indemnizá-los para saírem das terras que ocupavam à volta da unidade.
As autoridades comprometeram-se a pagá-las durante os próximos três anos. No entanto, o valor das compensações a cada uma das trezentas famílias ainda não foi fixado.
O dinheiro para as indemnizações vai sair dos impostos que a Jindal pagou e ascenderá a um milhão e quinhentos mil euros.
A população de Cassoca lutava, há vários anos, pela sua transferência para longe da poluição provocada pela extracção de carvão a céu aberto.
Entretanto, a direcção da empresa anunciou ao comité sindical da mina possíveis atrasos nos salários, devido à paralisação da saída do minério, pela acção da população.
A informação não foi bem recebida pelos trabalhadores, atendendo ao período de matrículas no ensino e compra de livros e cadernos.






