O Presidente de Moçambique visitou ontem o bairro Ferroviário, onde ocorreu uma tragédia como há muito não se via no país e garantiu que ali não voltará a acontecer acidente semelhante porque a lixeira do Hulene será encerrada.
A derrocada da principal lixeira da capital moçambicana, uma montanha de lixo da altura de um prédio de três andares, durante a madrugada de domingo para segunda-feira, deixou várias casas soterradas. Habitações, localizadas nos arredores de Maputo, onde dormiam famílias. Há 16 vítimas mortais a lamentar, muitas pessoas ficaram feridas, cinco estão ainda internadas, e 120 famílias desalojadas.
"No terreno, vi o envolvimento das equipas do INGC e das Forças de Defesa e Segurança, que no cumprimento das suas missões estão a dar respostas, face a este incidente.
Orientei as autoridades municipais a trabalhar, o mais breve possível, com vista a reassentar condignamente as famílias que perderam suas casas aquando do desabamento da montanha de lixo em Hulene. Ao mesmo tempo, apelei a população para que não retome as suas antigas residências pois não existem mínimas condições de higiene e segurança", escreve Filipe Nyusi no seu perfil de Facebook.
A lixeira do Hulene data do período colonial. Há mais de dez anos que ultrapassou a sua capacidade enquanto o número de casas foi crescendo à sua volta. Famílias pobres que tiram o seu sustento da própria lixeira.
Os custos do encerramento da lixeira de Hulene
De acordo com o ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural moçambicano os custos do fecho desta "unidade" rondam os 110 milhões de dólares, cerca de 89 milhões de euros.
Em Maputo, à comunicação social, Celso Correia explicou que não é um processo que faça de um dia para o outro, levará no mínimo cinco anos e terá de ser feito por etapas. Que passam, e entre outras coisas pelo investimento em tecnologia, para garantir que os resíduos sólidos são tratados de forma adequada, para que os terrenos possam ser reutilizados, e pela retirada de 550 famílias que vivem nas imediações da lixeira.
Estava já a ser trabalhado um novo aterro, para substituir a lixeira de Hulene, no município da Matola. Um projeto orçado em cerca de 32 milhões de euros, de acordo com o presidente da câmara de Matola. Já o ministro diz que se prevê a sua entrada em funcionamento"até ao primeiro semestre de 2019", altura em que se espera esteja já a receber "as primeiras quantidades de lixo".
(Foto: Presidente Filipe Nyusi - @NyusiConfioemti)







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