Em comunicado, publicado ontem pela FRELIMO, o partido no poder em Moçambique, a formação mostra-se consternada e surpreendida com a morte de Afonso Dhlakama:

"Foi com profunda dor e consternação que a Comissão Política, o Presidente do Partido FRELIMO, o Secretariado do Comité Central e os militantes da FRELIMO tomaram conhecimento do desaparecimento físico do Presidente da Renamo Afonso Dhlakama, ocorrido ontem dia 03 de Maio, na Serra de Gorongosa , vítima de doença", lê-se no documento.

Uma morte que, admite o partido do presidente Filipe Nyusi, acontece num momento muito importante no caminho para uma paz "efectiva e duradoura" e para o desarmamento dos homens do principal partido da oposição:

"A FRELIMO entende que a melhor forma de honrar a memória do Presidente da Renamo será o de perseguir o sonho que nos últimos dias alimentava e acreditamos com os passos firmes que deu que era real: o de ver o país em paz definitiva", escreve a formação no comunicado.

O partido enaltece as tentativas do chefe de Estado de tentar retirar, da serra da Gorongosa, o líder da RENAMO, para que recebesse tratamento, o que acabou por não acontecer, mas, considera, foi um gesto no sentido da "reconciliação, da irmandade e humanismo".

A FRELIMO termina pedindo união:

"Endereçam igualmente aos membros e simpatizantes da Renamo os mais sentidos pêsames e exorta-os neste momento de luto e dor a unirem-se cada vez mais, de modo a levarem a bom porto o sonho iniciado pela sua liderança.

A FRELIMO entende que este momento é o de unir os esforços e olharmo-nos todos como irmãos interessados num único objectivo: um Moçambique em Paz e em franco desenvolvimento", lê-se.

Há vários meses que Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama procuravam, juntos, uma solução para uma paz efetiva no país. Este documento ressalta os receios, por parte da FRELIMO, que as divergências no seio da RENAMO, possam deitar tudo a perder.

 

(Foto: @NyusiConfioemti)

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