O risco de fome verifica-se nas regiões Norte e Sul, bem como no Oeste do território moçambicano. Respectivamente, nas Províncias de Cabo Delgado, Gaza, Inhambane e Tete.
Nas três últimas, a situação resulta da seca, que provou fracas colheitas. Em Cabo Delgado, a carência decorre da instabilidade provocada por grupos armados. No resto do país a insegurança alimentar regista “riscos mínimos”.
Estes dados estão no último relatório da Rede de Sistemas de Alerta Antecipado de Fome.
Nas Províncias de Gaza, Inhambane e Tete a situação é de crise. Segundo o estudo numa escala de um a cinco, o risco de fome encontra-se no nível três. Nos referidos territórios as colheitas foram fracas ou não ocorreram. A agricultura, bem como a pecuária, foram afectadas pela falta de chuva. A ausência de pluviosidade deve manter-se a médio prazo, agravando a disponibilidade de alimento e a fome.
No Norte do país, a situação decorre da presença de bandos armados que estão a provocar a deslocação das populações e, como consequência, o abandono do cultivo das terras e da criação de animais.
Segundo a Rede de Sistemas de Alerta Antecipado de Fome, a falta de alimentos passou de risco mínimo para uma situação de stress nas zonas de acção dos criminosos.
O risco de fome pode passar do nível dois a três, numa escala de um a cinco, no litoral de Cabo Delgado, se os ataques continuarem.
A maioria da população moçambicana pratica uma agricultura de subsistência, tirando das suas lavras os alimentos que comem, daí que tenham grande impacto alimentar quaisquer crises se segurança ou climáticas.







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