As acções de grupos armados na Província de Cabo Delgado começaram no final do ano passado, mas só agora as autoridades moçambicanas consideraram ser oportuna divulgar informações sobre as mesmas.

De acordo com o Comandante-Geral da Polícia de Moçambique, os criminosos mataram 90 pessoas, feriram 67 e incendiaram e saquearam mais de mil e seiscentas habitações.

Em resposta, as Forças de Defesa e Segurança – segundo Bernardino Rafael – destruíram três acampamentos dos bandidos e detiveram 280 pessoas suspeitas de envolvimento nos ataques.

Esta semana, o Presidente moçambicano anunciou a prisão de um estrangeiro. O cidadão, com negócios no Norte do país, foi indiciado – como indicou Filipe Nyusi – de recrutar e instrumentalizar jovens para atacar aldeias na província de Cabo Delgado.

O Tribunal Judicial de Cabo Delgado começou a julgar 189 pessoas acusadas de envolvimento nos ataques armados na região.

A acção dos grupos armados começou em Outubro e tem como alvo as populações de aldeias remotas do Norte de Moçambique, provocando o seu êxodo para zonas mais seguranças.

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